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Ministério Público entra com ação civil |
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Ministério Público entra com ação civil contra prefeito e deputados estaduais Ao todo, são 21 acusados que contraíram empréstimos pessoais irregulares, no valor total de R$ 2,7 milhões. Um prefeito, 16 parlamentares e ex-parlamentares e servidores da Assembléia Legislativa de Alagoas são acusados de cometer irregularidades com recursos da ALE. No fim da manhã da última sexta-feira, o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, e o Grupo de Combate às Organizações Criminosos deram entrada na segunda ação civil pública por atos improbidade administrativa relacionada a desvios de recursos da Assembléia Legislativa de Alagoas apontados na Operação Taturana. A ação lista 21 réus, que teriam se beneficiado com empréstimos pessoais no valor total de R$ 2,7 millhões, obtidos em 2006, no Banco Bradesco (Agência Prime), em São Paulo. Os acusados na ação são o prefeito de Roteiro, Fábio Jatobá; o presidente afastado da Assembléia, o deputado Antônio Albuquerque; o ex-presidente da ALE, Celso Luiz; os deputados Arthur Lyra; João Beltrão; Manoel Gomes de Barros Filho (Nelito); Cícero Amélio; Isnaldo Bulhões; Dudu Albuquerque; e Marcos Ferreira. Também foram réus Fernado Gaia; Cosme Alves Cordeiro (Alves Correa). Com relação a Fábio Jatobá, os promotores contaram que, na época ele era diretor Financeiro da ALE, e atuou como “laranja” de Cícero Ferro, seu sogro para obtenção de empréstimo pessoal. Ainda segundo eles, na casa do deputado foram encontradas cópias de quase todos os cheques emitidos nos nomes dos deputados com valores exatos das parcelas dos empréstimos, que eram intermediados “em conluio” com o superintendente de Gestão Pública do Bradesco (SP), Renan Mascarenhas, também apontado entre os réus, juntamente com Edmilton Lins Macedo, então diretor de Recurso Humanos da ALE, e Antônio Haroldo Loureiro, presidente do Sindicato dos Servidores da ALE. O MP pede a indisponibilidade dos bens dos réus, perda dos cargos públicos, suspensão dos direitos políticos por dez anos e entre outras coisas o devido ressarcimento aos cofres públicos. A Operação Taturana foi deflagrada em dezembro do ano passado, pela Polícia Federal. Na época, foram presos deputados, ex-prefeitos e servidores da Assembléia, entre outras pessoas. De acordo com a Polícia Federal, mais de 80 pessoas já foram indiciadas por participação no esquema que desviou mais de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa, entre elas, nove deputados, que estão afastados dos cargos enquanto durarem as investigações. Fotos google imagem / Fonte: tudonahora.com.br
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