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O 'Circo' de Luciano Amorim

 

INÍCIO  

A conhecida cabaça – trepadeira com frutos enormes , ocos e de cascas duras -   tem suas utilizações mais conhecidas como cuia, uma espécie de concha natural e vasos para guardar mantimentos, utilizados desde os antepassados indígenas. Mas, nas mãos do artista plástico Luciano Amorim este utensílio doméstico transforma-se em obra de arte.  Da planta nativa surgem  peças dos mais variados tamanhos,  que após serem colhidas e levadas para o atelier do artista, onde passam por tratamento especial , conseguido em mais de três anos de experiências com o material, saem palhaços, malabaristas, mágicos, trapezistas, contorcionistas, entre outros personagens do mundo circense.

As peças, ricas em cores e detalhes, que quase não lembram o material inicial de sua fabricação, fazem parte da coleção “Circo”, que o artista levará para a sua primeira exposição individual, em Arapiraca, com abertura no próximo dia 26 de outubro, a partir das 18h30, na sede da Cooperativa Médica Unimed (Rua Nossa Senhora de Fátima, Alto do Cruzeiro). A mostra permanece em cartaz no local até 10 de novembro.

“Com meu trabalho procuro levar alegria para as pessoas e tornar a vida mais colorida e descontraída”,diz o artista, mas sem pretensões de querer mudar a vida de quem quer que seja. “Apenas pretendo chamar a atenção das pessoas para as coisas simples e belas do dia-a-dia”, completa.

Nas obras de Luciano Amorim os detalhes fazem a diferença.  Vidrilhos, couro, fitas douradas, acessórios que enriquecem ainda mais as peças, construídas por partes. Diferente das obras artesanais encontradas no mercado, que em sua maioria é feita com  utilização da cabaça por inteiro , o artista arapiraquense detalha-a em partes aos moldes de sapatos, calças, chapéus,  blusas, casacas e vestidos.  Um processo criativo fruto do trabalho de três anos de pesquisa com a cabaça, que incluiu exposição na cidade de Bauru –SP, em evento destinado à área da arquitetura e decoração.

Sobre o artista – Natural de Arapiraca, Luciano Amorim, 31, tem como formação, digamos orientações, em decoração de ambientes, voltados para o paisagismo – seus trabalhos com plantas podem ser vistos em consultórios médicos e residências na cidade – com cursos na Escola de Paisagismo e Decoração e na Arte do Brasil Interior, ambas em São Paulo. Lá, na capital paulista, o artista iniciou seus trabalhos, em 1997 e segue com o aperfeiçoamento de suas criações.

 Inquieto e espontâneo, Luciano tem declinado para a escultura. Marta Arruda, artista consolidada em Alagoas como escultora, com peças em metal espalhadas pelo Estado e com fôlego e criatividade pra seguir adiante, tem sido sua atual professora, em curso do projeto Ateliê Aberto, promovido pelo Sesc Alagoas, em Arapiraca. Nos encaminhamentos do curso, já se programa aula de escultura em madeira, com o escultor e historiador Zezito Guedes.

            “Com isso, pretendo aprimorar ainda mais meu trabalho e manifestar minhas criações, seja através do paisagismo e da escultura, reforça o artista, que também tem seu trabalho ambientando o conhecido Botequim Nabaxa.

 

  Serviço: Exposição Circo, do artista plástico Luciano Amorim. Abertura dia 26 de outubro (sexta-feira), às 18h30, na sede da Unimed Arapiraca.

 Mais informações com o artista: (082) 9991-7441

 
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