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Montagem é premiada pela Funarte

 

INÍCIO  

      Mais novo trabalho da premiada  Associação  Teatral  Joana  Gajuru, o espetáculo “Versos de um Lambe Solas” estreou neste mês de julho, nos palcos alagoanos, já como premiado no Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, condição que garantiu ao grupo apoio da Fundação Nacional de Artes - Ministério da Cultura para realização da montagem.

     “Versos de um Lambe Sola” trouxe ao público uma coletânea dos escritos de Antônio Aurélio de Morais, ex-sapateiro e morador da cidade alagoana de Atalaia. Dono de um modo peculiar de escrever, Sêo Antônio aprendeu a escrita formal sozinho, envolto por livros e enciclopédias conseguidas com os amigos. Seus poemas “matutos” são líricos, críticos, políticos e extremamente cômicos e agora levados ao teatro pela Joana Gajuru.

A montagem segue viagem pelas histórias e personagens do interior do país, na visão única do poeta Lambe-Sola. Escritos de um divertido “causista” transformados num espetáculo com homens traídos, acontecimentos macabros, meninos travessos, mulheres valentes e, claro, vizinhas linguarudas. Faces tragicômicas de um magnífico contador de histórias.

Sobre o poeta Lambe Sola

Antônio Aurélio de Morais nasceu em setembro de 1927, em Atalaia, cidade encravada na Zona da Mata alagoana ( leia-se monocultura da cana-de-açúcar, generosas taxas de fome e miséria e, imbatíveis índices de criminalidade e analfabetismo), somente nos iniciais da década de 70, contando já quarenta e cinco anos e vivendo à época num diminuto barraco da capital alagoana, é que o sapateiro Antônio Aurélio veio a promover sua alfabetização. Varando as madrugadas de olhos acessos, subtraindo horas ao sono tentador, passou com espantosa e anárquica rapidez das cartilhas do ABC para as gramáticas de Bechara, Cegalla e Celso Cunha.

        No esforço de se fazer ouvir, O Lambe Sola  -apelido carinhosamente advindo de sua ex-profissão- recitava trechos, estrofes, versos de seus poemas, com saudosismo e paixão, tornando-se conhecido em cidades vizinhas como Viçosa, local onde passou sua juventude. Seus poemas são líricos ao falar de paixões, saudades e de sua terra natal, mas extremamente pontuais ao criticar governos, políticas e ao apontar soluções para um vida mais digna para o povo pobre do país.

A Associação Teatral Joana Gajuru tem ainda em seu repertório os espetáculos Uma canção de Guerreiro no Chumbrego da Orgia (1995); o premiadíssimo A Farinhada (1997); História da Moça Preguiçosa (2000); Severino Gajuro (2001) e Baldroca (2004).

Contatos com o grupo:  Erisvaldo Tavares, diretor geral do espetáculo Versos de um Lambe Sola : (82) 8834-0814 e Mônica Carvalho, produtora: (82) 9321.3214

 
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